quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O final do curso.....

Na passada sexta-feira realizei o último exame do meu curso....Foi com muita alegria que recebi o resultado do mesmo...acabou!Foi com muita menos alegria, ou melhor com muita tristeza que percebi que o espirito de faculdade também tinha acabado!Sim, porque já não havia "aquela" união!Foi aí que realmente a expressão "só se vive uma vez" ganhou o seu verdadeiro sentido!Agora olho para trás e arrependo - me de nao ter saído mais vezes, de não ter ido a mais festas, de tudo e mais alguma coisa!isto não quer dizer, que nao vivi a minha vida académica, porque estaria a mentir...sim vivi, mas ficou a sensação que havia mais a fazer!Mas não concordo com a Alice, quando diz que a vida académica dela foi toda uma farsa, que pensava que tinha amigos, mas que agora reparou que afinal não passavam de colegas!Aí, eu discordo totalmente, e deu ainda mais valor as minhas amigas!Por isso aproveito para mandar um grande beijo, a Carlinha, a Raquel,a Maria João, a Marlene, a Isabel, a Lisete, a Vera, a Tânia!Sim, porque vocês são o melhor de Viseu.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pra rua me levar

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você


É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Desculpem a minha sinceridade, mas......

Estou no meu escritório....e olho lá para fora, não sinto vontade nenhuma de sair daqui!Quero ficar neste meu canto, neste silêncio, nesta paz!Escuto o silêncio que há em mim e passa! Penso em tudo mas em nada! Penso que outro tempo começou, apenas eu ainda não me apercebi!Apercebo me da falta de simplicidade das pessoas, do egoismo!Dá vontade de rir com dialógos que têm comigo, que são feitos em três fases: 1º tentam inteirar se do nosso estado;
2º palmadinha nas costas (que admito que é a fase que mais me irrita);
3º olha já te dei 5mn...agora volto a minha vidinha, sim, porque isto gira tudo à volta do meu umbigo (lógico que não são directas...sim meus amigos porque sinceridade nas pessoas, é como passar um autocarro num descampado as 4h da manha).
Para isto, mais vale tar calado....deixem me estar no meu cantinho, na minha paz!E por querer estar sozinha, não significa que esteja a chamar a atenção, que me esteja a armar em vitíma ou tão pouco estar mentalmente doente (a celebre depressão)!!!!!!!! NÃO, nada disto!Apenas quero estar sozinha, pois para ouvir as ladainhas do costume, não falem...não poluiam os meus ricos ouvidos!
Com os melhores cumprimentos.
Maria João Carvalho

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sinto me......

Remexer no passado é quase como nadar em seco.
Não gosto de remexer no passado, mas há marés na vida em que temos mesmo de o enfrentar, quanto mais não seja porque o passado é o único mapa que temos disponível para nos situarmos. O amanhã? O amanhã pode ser brisa ou tempestade. O futuro é o hoje e o agora; aquilo que se constrói neste momento.
Sempre dei as braçadas e os passos que achei serem os correctos num determinado contexto, por isso, raramente me arrependo do que “ficou para trás”.
Eras aquilo que eu julgava que fosses: o namorado perfeito. Calmo, inteligente, certinho, trabalhador e mais uns quantos atributos que eu tinha como suficientes para construir a minha arca de Noé. Escolhemos a casa, a data do casamento, o sitío onde viver, como passar os fins de semana, etc.. É verdade que eu tinha um namoro que, aos olhos de quem estava de fora, era o namoro ideal: um namorado gentil que me fazia todas as vontades. O que quem estava de fora não sabia era que tu próprio não tinhas uma vontade e por isso era-te mais fácil deixares-te guiar. Assim, se as coisas algum dia dessem para o torto, como acabou por acontecer, sempre podias lavar dali as tuas mãos (que foi, aliás, o que virias a fazer). E o que quem estava de fora também não sabia era que eu poderia parecer ter tudo para ser feliz mas que, afinal, não tinha nada porque me faltava o básico: o teu esforço .
Quando se rema apenas para um lado, começa-se a andar em círculos e não se sai do mesmo sítio. E então, só nos restam duas alternativas: ou desistimos de remar e nos deixamos ir à deriva ou abandonamos o barco.
Eu continuo perto do mar. De vez em quando, a maré traz-me destroços do passado e também alguns troncos ocos que eu vou aproveitando para construir a minha canoa.